Os Maias (2019)

Os Maias Eça de Queirós Ester de Lemos Os Maias Os Maias uma das obras mais conhecidas do escritor portugu s E a de Queiroz O livro foi publicado no Porto em A ac o de Os Maias passa se em Lisboa na segunda metade do s culo XIX e apresenta n
  • Title: Os Maias
  • Author: Eça de Queirós Ester de Lemos
  • ISBN: 9789725681367
  • Page: 427
  • Format: Paperback
Os Maias Eça de Queirós Ester de Lemos Os Maias uma das obras mais conhecidas do escritor portugu s E a de Queiroz O livro foi publicado no Porto em 1888 A ac o de Os Maias passa se em Lisboa, na segunda metade do s culo XIX, e apresenta nos a hist ria de tr s gera es da fam lia Maia A ac o inicia se no Outono de 1875, quando Afonso da Maia, nobre e pobre propriet rio, se instala no Ramalhete com o netoOs Maias uma das obras mais conhecidas do escritor portugu s E a de Queiroz O livro foi publicado no Porto em 1888 A ac o de Os Maias passa se em Lisboa, na segunda metade do s culo XIX, e apresenta nos a hist ria de tr s gera es da fam lia Maia A ac o inicia se no Outono de 1875, quando Afonso da Maia, nobre e pobre propriet rio, se instala no Ramalhete com o neto rec m formado em Medicina Neste momento faz se uma longa descri o da casa O Ramalhete, cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girass is, e n o em algo fresco ou campestre, tal como o nome nos remete a pensar Afonso da Maia era o personagem mais simp tico do romance e aquele que o autor mais valorizou, pois n o se lhe conhecem defeitos um homem de car cter, culto e requintado nos gostos Em jovem aderiu aos ideais do Liberalismo e foi obrigado, por seu pai, a sair de casa e a instalar se em Inglaterra Ap s o pai falecer regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa, mas pouco tempo depois escolhe o ex lio por raz es de ordem pol tica H em Os Maias um retrato da Lisboa da ep ca Carlos, que mora na Rua das Janelas Verdes, caminha com frequ ncia at ao Rossio embora, por vezes, v a cavalo ou de carruagem Algumas das lojas citadas no livro ainda existem a Casa Havaneza, no Chiado, por exemplo poss vel seguir os diferentes percursos de Carlos ou do Ega pelas suas da Baixa lisboeta, ainda que algumas tenham mudado de nome No final do livro, quando Carlos volta a Lisboa muitos anos depois, somos levados a ver as novidades a Avenida da Liberdade, que substituiu o Passeio P blico, e que descrita como uma coisa nova, e feia pela sua novidade, exactamente como nos anos 70 se falava das casas de emigrante O romance veicula sobre o pa s uma perspectiva muito derrotista, muito pessimista Tirando a natureza o Tejo, Sintra, Santa Ol via , tudo uma choldra ign bil Predomina uma vis o de estrangeirado, de quem s valoriza as civiliza es superiores da Fran a e Inglaterra, principalmente Os pol ticos s o mesquinhos, ignorantes ou corruptos Gouvarinho, Sousa Neto os homens das Letras sao bo mios e dissolutos, retr grados ou distantes da realidade concreta Alencar, Ega lembre se o que se passou no Sarau do Teatro da Trindade os jornalistas bo mios e venais Palma os homens do desporto n o conseguem organizar uma corrida de cavalos, pois n o h hip dromo altura, nem cavalos, nem cavaleiros, as pessoas n o vestem como o evento exigia, as senhoras traziam vestidos de missa Para c mulo de tudo isto, os protagonistas acabam vencidos da vida Apesar de ser isto referido no fim do livro, pode se ver que ainda h alguma esperanca impl cita, nas passagens em que Carlos da Maia e Jo o da Ega dizem que o apetite humano a causa de todos os seus problemas e que portanto nunca mais ter o apetites, mas logo a seguir dizem que lhes est a apetecer um prato de paio com ervilhas, ou quando dizem que a pressa n o leva a nada e que a vida deve ser levada com calma mas come am a correr para apanhar o americano el ctrico Mais do que cr tica de costumes, o romance mostra nos um pa s sobretudo Lisboa que se dissolve, incapaz de se regenerar Quando o autor escreve mais tarde A Cidade e as Serras, exp e uma atitude muito mais construtiva o protagonista regenera se pela descoberta das ra zes rurais ancestrais n o atingidas pela degrada o da civiliza o, num movimento inverso ao que predomina n Os Maias.
Os Maias Eça de Queirós Ester de Lemos

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    427 Eça de Queirós Ester de Lemos
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    Posted by:Eça de Queirós Ester de Lemos
    Published :2019-08-19T07:37:20+00:00

One thought on “Os Maias

  1. Francisco

    It is hard to believe that I ve lived this long without reading this classic of Portuguese literature I don t understand How can a so called semi educated person like me go through almost a whole life time not knowing of this book s existence There are some great reviews of this book here in that I would urge to read to find out what the book is about What I want to do here is simply say that this book should be read the way Don Quixote or Madame Bovary or War and Peace or any other book that re [...]

  2. César Lasso

    Considerada por muchos la obra maestra de E a de Queir s, yo he visto en esta novela el genio de ese autor portugu s, pero no ha sido mi novela favorita M s me gust O Primo Bas lio.Publicada en 1888, la historia describe la alta sociedad lisboeta de la segunda mitad de la d cada de 1870 De hecho, me ha dado la impresi n de que el grueso de la novela fue escrito en ese momento y que permaneci en el caj n de E a durante unos a os, a espera de una conclusi n Habr a sido elaborada por las mismas fec [...]

  3. Carmo

    Os Maias, conta a hist ria de uma fam lia portuguesa atrav s de tr s gera es o av , Afonso da Maia, o filho Pedro e o neto Carlos Fam lia abastada que desfruta em pleno da vida publica, cultural e social que a sua condi o permite.Findos os anos de estudos em Coimbra, Carlos da Maia regressa a Lisboa Com ele o melhor amigo de sempre, Jo o da Ega, que embora n o venha de uma fam lia abastada, sempre conta com este para lhe resolver os imbr glios financeiros Deslumbrados, idealistas, sonham com bri [...]

  4. Célia Loureiro

    o cinco de um mero mortal perante uma obra grandiosa, o que n o a consagra perfeita segundo o meu gosto pessoal.Os Maias, obra prima de E a de Queir s e romance intemporal, foi primeiramente publicado no Porto em 1888 Popularmente falados por se tratarem de uma hist ria de amor incestuoso com uma introdu o exageradamente descritiva, onde apresentada ao leitor a casa da fam lia Maia De facto, da primeira vez que tentei ler o romance, em 2006, fui desmotivada pela referida descri o do Ramalhete Pa [...]

  5. Francisco H. González

    Hasta el momento solo hab a le do y disfrutado de lo lindo con piezas breves de E a de Queir s 1845 1900 , como Ad n y Eva en el para so o Alves C Era el momento de abordar sus grandes novelas como La ilustre casa de Ramires, El crimen del padre Amaro, La capital o Los Maia, sta que nos ocupa Los Maia, publicada en 1888, es un tocho de m s de 800 p ginas, que no he le do, he devorado Me recuerda la prosa humorosa y palpitante de Queir s a la de Gald s, en cuanto a su viveza y su capacidad para s [...]

  6. Ema

    Levei quase dois meses para reler Os Maias, n o por dificuldade ou aborrecimento, mas porque soube muito bem ter o livro sempre ao lado e poder voltar a ele sempre que realmente me apetecesse Li o pela primeira vez numa obriga o, na escola A minha professora de Portugu s soube deixar o bichinho pelo E a de Queir s e pelos Maias, sendo que, desta vez, revi todas as aulas e todos os coment rios entusiasmados e apaixonados Voltei a ter 17 anos e voltei a ser uma mi da a descobrir uma escrita fant s [...]

  7. Carolina

    Circunst ncias de leitura Livro de Leitura e Estudo obrigat rio no 11 ano 1 rea o Adorei divinal, sublime, fant stico Opini o Sempre ouvi falar deste t tulo Os Maias e tamb m sempre me indaguei que segredos guardaria t o GRANDE livro Finalmente descobri DEsta obra, de E a de Queir s, fala sobre uma fam lia aristocr tica beir ao longo de 4 gera es, focalizando se na de Carlos da Maia.O mais novo dos Maias estudou medicina em Coimbra, e tinha tudo ao seu alcance para ser feliz e ter muito sucesso [...]

  8. Lene

    Proclamar este livro como a obra prima da Literatura Portuguesa, o m nimo que poder se fazer com justi a Apressada e superficialmente estudado no ensino secund rio, sendo que se encontra inclu do na tem vel designa o Leitura Obrigat ria , deve, contudo, ser apreciado profundamente, com calma, pois cada um dos seus cap tulos, cada um dos seus par grafos, cada frase, em suma, de uma riqueza, de uma escrita maravilhosa Por detr s de um vasto leque de personagens, detalhadamente pintados, encontramo [...]

  9. Rita

    Okay dou as 3 estrelas, por m podem ser alteradas quando eu compreender melhor a obra em aula.Gostei v n o assim um bicho de sete cabe as imposs vel de ler, por m, como n o estou habituada a cl ssicos custou um pouco verdade, n o posso mentir.

  10. Maria João

    9,5 de 10 Terminada a leitura de Os Maias , assiste me um misto de sentimentos por um lado, sinto uma esp cie de saudade, ap s 13 dias mergulhada nas p ginas deste livro, torna se dif cil desprender me destas personagens e desta poca Por outro lado, sinto orgulho, porque li a obra integral E digo isto porque existe um enorme estigma em redor desta obra e de outras tamb m porque de leitura obrigat ria na escola e todos ou quase todos encar mos a sua leitura como um frete e procur mos aqueles livr [...]

  11. Carina

    Adorei a hist ria, a escrita e a ironia do E a Pode ter sido uma leitura obrigat ria mas gostei muito

  12. Cat InTheNet

    FINALMENTE Foi tudo o que pensei quando acabei N o vou dizer que foi uma leitura p ssima, nem uma leitura maravilhosa Foi chata, teve muita descri o, muita coisa desnecess ria mas eu gostei muito do final e como tudo terminou Houve at uma parte em que me vieram as l grimas aos olhos, algo que eu nunca esperei depois de estar constantemente a ver quantas p ginas faltavam Continuo a dizer que o livro seria muito melhor se fosse mais pequeno Mas talvez ainda n o tenha a maturidade para entender e g [...]

  13. Czarny Pies

    The Maias is recognized as a great masterpiece of late nineteenth century Portugal It describes the political, philosophical, and moral debates prevalent in the aristocracy and bourgeoisie of Portugal in the era in a way very similar to that in which George Eliot examines the same debates in late nineteenth century England in Middlemarch I give George Eliot five stars because I am familiar enough with nineteenth century England that I feel competent to evaluate Ms Eliot s judgement in these area [...]

  14. Núria

    Los Maia es una gran novela que acaba de una manera perfecta Es uno de los mejores finales de toda la historia de la literatura Despu s que la trama ya se ha resuelto en el pen ltimo cap tulo, el ltimo cap tulo es un ep logo en el que Carlos da Maia vuelve a Lisboa, diez a os despu s de haberse marchado l y su amigo Joao da Ega recorren las calles y se encuentran viejas y nuevas caras todo ha cambiado pero todo sigue igual Los dos son y sobre todo se sienten m s viejos Conversan sobre como todo [...]

  15. Phillip Kay

    Jos Maria de E a de Queiroz 1845 1900 is considered Portugal s greatest novelist, and The Maias 1888 his greatest novel Other books by de Queiroz are The Sins of Father Amaro 1876 and The Illustrious House of Ramires In a long book over 600 pages no detail is forgotten, and a convincing picture of mid 19th century Lisbon is built up The characters all ring true I felt I knew them well The dozens of central characters are all alive, real people with faults, somehow lovable E a de Queiros writes w [...]

  16. Nick

    In The Maias , Eca de Quieros takes on that familiar European theme, the decline of the Great Family, which is, for example, rendered with great seriousness by Thomas Mann in Buddenbrooks and withering scorn by Joseph Roth in The Radetzky March Eca de Quieros preceded both Mann and Roth, but like them he sees in that familial disintegration a microcosm of a diseased society, and his vision is even jaundiced than Roth s The Maias suffers from several of the unpleasant habits of nineteenth centur [...]

  17. Betita

    A reler 25 anos depois Sem d vida uma p rola da literatura portuguesa lembro me de ter gostado muito na altura em que o li para a escola, mas desta vez saboreei cada descri o com mais agrado ainda Uma Obra que todos os apaixonados por livros deveriam ler

  18. Célia

    ReleituraDecidi reler este livro porque sempre achei que a leitura obrigat ria quando tinha 17 anos n o me permitiu apreciar a obra em toda a sua plenitude A minha pouca maturidade liter ria fez com que muitas refer ncias sociais e culturais me passassem ao lado e ficou sempre a sensa o que tamb m n o apreciei devidamente a escrita H algum tempo que queria fazer esta releitura, calhou agora Os Maias um dos livros mais famosos da literatura portuguesa, amado por uns, odiado por outros especialmen [...]

  19. Cristina•●♥Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ♥●•

    E resta saber por fim se o estilo n o uma disciplina do pensamento Em verso, o av sabe, muitas vezes a necessidade de uma rima que produz a originalidade de uma imagem E quantas vezes o esfor o para completar bem a cad ncia de uma frase, n o poder trazer desenvolvimentos novos e inesperados de uma ideia Viva a bela frase Carlos Eduardo da Maia A nica coisa a fazer em Portugal, dizia ele, plantar legumes, enquanto n o h uma revolu o que fa a subir superf cie alguns dos elementos originais, fortes [...]

  20. Harry Rutherford

    The Maias, by E a de Queiroz de Queir s, is a proper doorstop of a C19th novel, over 700 pages long It s late C19th, though, 1888 I was trying to think of apt comparisons, and none of them seemed exactly right, but it s much George Eliot or Tolstoy than Dickens Or even early C20th novelists like Forster or Proust Though the Proust comparison is not so much to do with style as subject matter the romantic entanglements of wealthy, mildly bohemian society types.Among the themes running through the [...]

  21. Tempo de Ler

    Blog tempodler 2012 06 E a de Queir s pinta nos um retrato o mais fiel e abrangente poss vel da sociedade portuguesa do s culo XIX sem pretens es, sem artif cios, mas com uma ast cia que n o granjeia muitos As discuss es levadas a cabo por diversas personagens distintas, com os seus pr prios pontos de vista e ideais, sejam elas do foro pol tico ou cultural, relativas ao progresso estrangeiro ou estanquicidade portuguesa, s o a ferramenta de cr tica que E a utiliza na sua an lise e censura Um exc [...]

  22. Gaby

    S o 3 estrelas mas a puxar para as 3,5.Fiquei muito surpreendida, n o esperava um livro assim depois de todos os aspectos negativos que ouvi Tem muita descri o verdade mas gostei da hist ria em si O final foi agridoce mas fez sentido para mim Pensava que n o ia gostar mas o livro surpreendeu me pela positiva.

  23. Dion Ribeiro

    Esta foi outra das leituras mais agrad veis em rela o aos cl ssicos Lembro me de me sentir completamente envolvida na narrativa e de pensar que a disciplina de portugu s era uma das minhas preferidas pelo simples facto de ler, fazer parte do programa.

  24. Nacho

    Dice la solapa que este novel n est considerado en Portugal como la gran obra de sus letras, que supone para la literatura de ese pa s lo que el Quijote para las letras espa olas Creo que est justificado Lo malo de esa solapa, y tambi n del pr logo del libro, es que en ambos lugares se desvela un detalle argumental clave que en el libro no aparece hasta la p gina 715 Si a alguien le da por leer el libro despu s de leer esta rese a, queda avisado Ojal me hubiera saltado yo el pr logo Si se animan [...]

  25. Mafalda

    Contrariamente ao que toda a gente diz, infelizmente n o foi s o primeiro cap tulo que me custou a passar Tive de me obrigar a suportar cap tulos em que pouco ou nada parecia acontecer Mas no entanto, provavelmente afetava pela minha leitura inconstante, j a metade do livro quando me dediquei mais a esta leitura, consegui finalmente entrar neste mundo que E a brilhantemente criou A a o principal de Carlos e Maria Eduarda come ou a desenrolar se e a partir da fiquei muito mais interessada, at mai [...]

  26. Ana

    N o querendo recontar a hist ria, para mim este um marco da literatura portuguesa A primeira vez que o li fi lo por ser a leitura obrigat ria para a escola mas fiquei de tal forma cativada pelo enredo e pela forma como est escrito que n o resisti a rel lo pouco tempo depois Tenho pena que a falta de maturidade que por vezes os alunos do secund rio t m n o lhes permita apreciar convenientemente o livro isto quando se d o realmente ao trabalho de o ler.

  27. Laura

    A ser discutido com minha amiga Ana C, um classico da literatura portuguesa.This book is now available at Project Gutenberg gutenberg ebooks 40409

  28. Nelson Zagalo

    Uma epopeia familiar, vista sob um olhar global e multicultural, e ao mesmo tempo t o conhecedora do mago do ser portugu s, capaz de enaltecer os seus devaneios mais nost lgicos e melanc licos Merece todos os laudos, e merece ser a luz do nosso c none Um texto apenas poss vel gra as ao acesso ao mundo tido por E a enquanto diplomata, e ainda ao facto de ser escrito j numa fase de grande experi ncia de vida alcan ada, pouco antes de morrer N o sendo um estudioso de literatura, mas tendo em conta [...]

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